Como é bom ter aula de filosofiaaaaa...
Ontem a noite foi ótimo...Não só um ótimo estudo sobre o estoicismo, como também um exercicio de auto conhecimento. Foi incrivel...
Claro, tirando o fato de que o Bahia usou um assassinato contra mim duas vezes como exemplo, fiquei até com medo de sair da sala de aula sozinha...rsrsrsrs...
Um pouco de cultura para todos nós...E viva a filosofia...E viva a diferençaaaaa...
O ESTOICISMO
A escola estóica foi fundada em Atenas em 300 a.C. por Zenão de Cítio (332 – 262 a.C.), um pensador de origem fenícia que havia se fixado em Atenas e provavelmente freqüentado a Academia[1]. O termo ‘estoicismo’ é derivado da stoa poikilé, ou ‘pórtico pintado’, local em Atenas onde os membros da escola se reuniam. A doutrina estóica antiga foi desenvolvida e elaborada pelos discípulos e sucessores de Zenão *.Em virtude da concepção de natureza proposta pela ética estóica, temos na verdade um forte determinismo ético *. A noção de necessidade, ou destino, é muito forte no estoicismo; o homem deve resignar-se a aceitar os acontecimentos como predeterminados. Isso não se traduz pela inação; devemos agir de acordo com preceitos éticos e fazer o que julgamos devido, mas devemos também aceitar as conseqüências de nossa ação e o inevitável curso dos acontecimentos. Segundo um exemplo famoso, se vejo alguém se afogando, devo tentar salvá-lo mas, se não o conseguir, não devo desesperar-me, pois era inevitável. O destino, no entanto, não é cego e arbitrário, mas reflete a racionalidade do real, a qual devo aceitar mesmo que não entenda. Para o estoicismo, a felicidade consiste na tranqüilidade, ou ausência de perturbação. Alcançamos esse estado através do autocontrole, da contenção e da austeridade, aceitando o curso dos acontecimentos. Porém, só o sábio perfeito é capaz disso, e tal perfeição é dificílima de se atingir, embora devamos almejá-la e buscá-la.[2] *A partir do séc. I o núcleo do estoicismo desloca-se para Roma, dando origem ao assim chamado ‘novo estoicismo’ ou ‘estoicismo imperial’.
MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. p. 91 e 92.
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