sexta-feira, 15 de maio de 2009

Como cultura e filosofia nunca são demais...

Um pouco mais de Estoicismo... Eeeeeeeeeeeeee...
A visão estóica do mundo era * materialista. Os estóicos afirmavam que todas as coisas realmente existentes são corpóreas. Para agir ou ser objeto da ação, qualquer coisa existente deve ser dotada de corpo. Isso se aplica à alma humana e também a Deus. Mesmo uma qualidade abstrata como a bondade era considerada um estado ou condição do material que constitui a alma. *Para os estóicos, Deus não estava acima ou fora do mundo impondo a forma sobre a matéria como um planejador humano. Deus estava no mundo e era parte do mundo com tanta certeza quanto a alma está incluída no corpo. Eles proclamavam o credo panteísta. *Os estóicos viam o cosmos como uma entidade viva na qual cada parte está organicamente conectada com cada uma das outras partes. Nas palavras de Cícero[6], ele (o cosmos) “sente e respira em conjunto” à semelhança de um vasto organismo. As partes do universo são unidas por uma “simpatia” universal que assegura que todas as ocorrências em um lugar sejam sentidas através do todo. Eles imaginavam o corpo do cosmos como sendo guiado pela razão, que assegura que nada aconteça por acaso. Tudo é preordenado pelo destino. Tudo é controlado providencialmente pelo espírito divino e racional agindo no mundo e através dele. *A afirmação ética fundamental dos estóicos era que as pessoas deviam aspirar a viver “de acordo com a natureza” *. A natureza era entendida como um mundo * formado e guiado pela razão divina. Assim, “de acordo com a natureza” significava viver segundo a verdadeira natureza das pessoas como seres racionais. * A escolha da ação certa constitui a virtude, e leva inevitavelmente à felicidade. O vício consiste em escolher ações contrárias à lei natural.A ética estóica apresenta * ênfase na unidade orgânica do cosmos, e conseqüentemente o indivíduo teria o dever de adotar uma atitude cosmopolita[7] e de esforçar-se pelo bem comum da sociedade.
LUCE, J.V. Curso de filosofia grega: do século VI a.C. ao século III d. C. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1994. p. 137, 138, 140, 141.

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